A moda sempre foi o reflexo das ações da humanidade e o cinema, teatro e novelas são a vitrine disso tudo. O cinema, considerado a sétima arte, nos mostra histórias, revela costumes e comportamentos. Portanto, podemos dizer que moda e cinema se entrelaçam.

Figurinistas e estilistas se espelham muito nos trabalhos uns dos outros para saber o que o mercado está pedindo.
Como no caso do filme “Bonequinha de Luxo”, onde o figurinista e estilista Hubert de Givenchy introduziu o famoso pretinho básico no guarda-roupa da personagem e 50 anos depois ainda é símbolo de elegância.

Outra influência, desta vez mais recente, foi do filme Avatar, que influenciou em formas, cores, textura e estampas na coleção primavera-verão de Alexander McQueen em 2010.
O figurino é um traje “mágico” pois possibilita que o artista se transforme em outra pessoa por determinado tempo. Ele não se resume apenas na roupa em si, é composto por cabelo, maquiagem e acessórios. Com um valor simbólico em cada detalhe.

Conhecida por ter inspirado a personagem Edna Mode em “Os Incríveis”, Edith Head trabalhou em vários filmes, Edith Head, recebeu 35 indicações ao Oscar, trabalhou em 11 filmes de Alfred Hitchcock, além de criar o figurino para 3 filmes de Audrey Hepburn e diversos outros artistas.

Considerada mestre dos vestidos, Edith Head, recebeu 35 indicações ao Oscar, trabalhou em 11 filmes de Alfred Hitchcock, além de criar o figurino para 3 filmes de Audrey Hepburn e diversos outros artistas. Seu principal filme foi, “Um Lugar ao Sol” (1952), onde trabalhou com Elisabeth Taylor e desenhou um vestido de tule branco, sendo uma das peças mais copiadas do cinema.

Outro figurino foi o de Audrey Hepburn em “A Princesa e o Plebeu” (1954), onde Edith se espantou com as medidas magras da atriz, mas ainda assim desenhou todos seus figurinos usados no filme, no qual levou seu quinto Oscar.

Outros exemplos de vestidos elogiados pela crítica foi do filme “O Ladrão de Casaca” (1955) usado por Grace Kelly, dirigido por Alfred Hitchcock.
Recentemente, o filme Pantera Negra (2018), ganhou o Oscar de Melhor Figurino, onde Ruth E. Carter se tornou a primeira mulher negra a vencer o Oscar de melhor figurinista. O usuário do Twitter, Somali Waris Duale criou um guia juntando fotos do próprio filme com fotos de tribos reais, para ilustrar o quanto o filme é realístico.

Dos discos nos lábios, tradicionais principalmente de tribos da Etiópia, passando por chapéus Zulu (usados pela rainha Ramonda no filme) utilizados em cerimônias pelas mulheres Zulu, além de mantos e outros ornamentos – cada uma dessas tradições influenciou ou foi diretamente traduzida para as vestimentas e figurinos dos personagens no filme.

Revela-se um profundo e belíssimo trabalho de pesquisa, que não só celebra as ricas estéticas de tais povos, como também aponta e significa não só a raiz do personagem, como o sentido profundo da afirmação da própria cultura negra que “Pantera Negra” realiza.
Com isso, é importante destacar que tanto o cinema quanto a moda constituem signos, linguagens, imagem e identidade capazes de reproduzirem uma época inteira.
Referências:
http://www.audaces.com/cinema-e-moda-a-importancia-do-figurino/
http://pordentrodamodabymarinact.blogspot.com/2012/08/edith-head-figurinista-lendaria-da.html?m=1
